Silêncio e escuta sensível são tema de encontro sobre arte, educação e processos de criação em Erechim. Atividade propõe refletir sobre o silêncio como espaço de atenção, criação e aprendizagem, aproximando artistas, professores, pesquisadores e comunidade.
Como o silêncio pode transformar a maneira de criar, ensinar e aprender? Essa é uma das questões que orientam o encontro dedicado às relações entre silêncio, escuta sensível e processos formativos, em Erechim. A atividade convida artistas, docentes, estudantes, pesquisadores e demais interessados nas interfaces entre arte e educação a explorar outras formas de perceber, produzir conhecimento e construir relações com o outro.
Inspirada na noção de “escutatória”, a proposta aborda a escuta para além do ato de ouvir, compreendendo-a como uma prática ética, estética e pedagógica. A iniciativa parte do entendimento de que escutar exige atenção, disponibilidade e abertura às experiências, aos saberes e às diferentes formas de expressão que atravessam os processos de criação e aprendizagem.
Durante o encontro, o silêncio será explorado não como simples ausência de sons ou de palavras, mas como um espaço de pausa, elaboração e presença. A reflexão busca ampliar a compreensão sobre como a escuta pode favorecer experiências artísticas e educativas mais dialógicas, colaborativas e sensíveis às relações entre indivíduos e coletividades.
A atividade também apresentará referenciais teóricos e exemplos de práticas que evidenciam o potencial da escuta, da experimentação e da presença na produção artística e na construção compartilhada do conhecimento. A proposta é discutir como essas experiências podem contribuir para a criação de ambientes de aprendizagem que valorizem a participação, a imaginação e a pluralidade de perspectivas.
Ao aproximar arte e educação, o encontro propõe pensar os modos de habitar a prática docente e artística, reconhecendo que ensinar e criar também envolvem saber acolher o inesperado, respeitar os tempos de elaboração e permitir que outras vozes encontrem espaço.
Mais do que uma reflexão sobre o silêncio, a atividade constitui um convite à escuta como prática de convivência e criação. Em um cotidiano marcado pela aceleração e pelo excesso de estímulos, abrir espaço para a pausa pode ser também uma maneira de renovar as relações com a arte, com a aprendizagem e com as comunidades das quais fazemos parte.
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